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A verdade sobre a História da Escravatura em África e a Expansão Portuguesa

2024-05-14
Ignóbeis opiniões vêm sistematicamente culpando Portugal pelo inicio da escravatura em África, fomentando a indignação dos cidadãos africanos negros pelos Portugueses, criando uma tensão racial desnecessária e falsa quanto ao verdadeiro enquadramento histórico.

Tendo inclusive a rede de televisão Al Jazeera em 2018 afirmado que a escravatura em África foi uma prática fundada pelos portugueses. Afirmação que corresponde a uma gravíssima Omissão e Falsificação da História.

A História escravatura lamentavelmente não foi fundada pelo Império Português, nem “morreu” com o mesmo, abrangendo por questões históricas todas as culturas, nacionalidades e religiões do Mundo, desde os tempos antigos até os dias atuais, da Babilónia ao Egito, do império Romano ao Otomano, etc.

É com grande tristeza que se demonstra que a escravatura já estava presente no continente africano muito antes do início do comércio de escravos com Portugal e restantes nações europeias na costa africana.

Desde o inicio do séc. VIII, com a expansão do Islão por todo o norte de África, golfo Pérsico e invasão da Península Ibérica, que os seus prisioneiros capturados nas guerras eram vendidos e usados como escravos, prática mantida durante os três impérios medievais do norte da África (séculos X a XV).

Durante o “Alandalus” o Islão exportava massivamente escravos cristãos brancos da Península Ibérica para todo o norte de África e golfo Pérsico, essencialmente mulheres e crianças.

Como após o surgimento e expansão do Islão, ficou proibido a um muçulmano escravizar outro muçulmano, os escravos passaram a ser oriundos de territórios ocupados pelos denominados “infiéis”, restante África, países eslavos, Cáucaso ou Península Ibérica, resultando um enorme e regular do comércio de escravos, que se manteve durante mais de uma dezena de séculos.

Não sendo este comércio de escravos exclusivo de africanos negros, a escravidão de cristãos caucasianos e judeus era também bastante comum nos Estados Islâmicos, onde estão incluídas as apreciadas concubinas europeias frequentemente encontradas em haréns, estimando-se que entre os séculos VII a XV tenham sido escravizados mais de 40 milhões de cidadãos não africanos negros, e entre os séculos XV e XIX, cerca 1,25 milhões de europeus tenham sido capturados por piratas berberes e vendidos como escravos no norte da África ou no Império Otomano.

Os piratas berberes para além de invadir navios saqueando e escravizando os tripulantes, existem relatos que a partir de 1500, também tenham realizado enumeras incursões em cidades no litoral de Itália, Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Islândia, capturando homens, mulheres e crianças.

Voltando à questão da escravatura dos cidadãos africanos negros, importa referir que o comércio de escravos através do Saara, do Mar Vermelho e do Oceano Índico já existia desde a Antiguidade, continuando durante a Idade Média. Estimando-se que desde 650 até 1800, tenham sido vendidos como escravos 75 milhões de africanos negros provenientes dos territórios a sul do Sara, para compradores de nações igualmente africanas, como o Egito, Sudão, Argélia, Tunísia, Líbia, Marrocos, e Mauritânia, “sem que para tal houvesse qualquer interferência dos Portugueses...”

Entre 1500 e 1900 estima-se que aproximadamente cerca de 17,5 milhões de africanos negros foram vendidos como escravos. Destes cerca 70% foram para as Américas e os restantes 30% para as regiões muçulmanas do Norte de África, Médio Oriente e Oceano Índico.

Sendo que este comércio de escravos praticado pelas nações Islamicas iniciado em meados do século VII sobrevive ainda hoje em alguns países como a Mauritânia e o Sudão,

Escravos essencialmente do género feminino utilizado para fins domésticos, e serviços sexuais, e escravos masculinos numa grande parte eunucos, que submetidos ao processo de castração em crianças e adolescentes, provocava um elevado número de mortos, devendo considerar-se a castração de milhões de escravos negros como um verdadeiro genocídio racial.

Portugal e as restantes nações europeias ao se envolverem neste mercado de escravos rapidamente se aperceberam que em vez de fazerem incursões para capturar escravos, seria mais fácil comprar os escravos através do comércio de escravos já existente com os árabes, negociando diretamente com as tribos africanas que até ai vendiam os seus prisioneiros resultante das guerras e conflitos com tribos rivais.

Em 2023, embora a escravidão já seja ilegal em todo Mundo, a triste verdade é a mesma continua existindo havendo mais escravos atualmente do que em qualquer outra época, estimando-se que cerca de 40 milhões de pessoas são escravos, a maioria na Ásia, países Islâmicos, no Sudão originados pela guerra civil de 1983-2005, e na Mauritânia onde apesar da abolição da escravatura em 2007, estima-se que cerca 600 mil homens, mulheres e crianças ainda permaneçam atualmente escravizados.

A escravatura é um mal de que nenhuma Nação se pode orgulhar, mas fazer de Portugal o “cordeiro sacrificado”, dos erros que todas as Nações do Mundo cometeram é hipocrisia e malicioso, Omitindo e Falsificando a História e com isto Desonrar Portugal e os seus Antepassados, é um absurdo que nenhum Português poderá jamais permitir.

Paulo Alves Batista

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